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Fátima: Responsáveis da EMRC reúnem-se com «olhar renovado»

Reunião analisou “iniciativas e projetos” a desenvolver na disciplina em 2022-2023

Os Secretariados Diocesanos da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) estiveram ontem reunidos, em Fátima, para a primeira reunião do presente ano letivo.

“Este ano apresenta-nos, como outros, muitos desafios. Compete-nos, antes de mais, ser eco do Evangelho que nos habita para podermos levar às escolas esta mundividência cristã, que é a nossa identidade e que é pedra de toque da nossa cultura”, apontou Fernando Moita, diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), no início dos trabalhos.

“A Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) solicitou ao SNEC, entre outras tarefas, a de dar continuidade aos encontros de alunos a nível nacional. Celebraremos, com eles, a 21 e 22 de abril, para os alunos que frequentam o ensino secundário, e a 26 de maio, aqui em Fátima, para os que frequentam o ensino básico”, revelou.

Outra tarefa é, no cumprimento do “calendário de adoção proposto pelo Ministério da Educação”, a elaboração dos manuais dos 4º e do 9º anos e, ainda, as Unidades Letivas números 8, 9 e 10 do ensino secundário.

Outro grande desafio para este ano é a criação de manuais digitais. “Este é um processo que temos vindo a desenvolver, tendo agora concluído a fase de auscultação de parceiros. É um processo moroso e complexo que obriga a opções económicas, diálogos institucionais/eclesiais e questões didático-pedagógicas que vão requerer de todos criatividade, beleza e adequação às realidades educativas”, acrescentou o responsável.

Escolhida que está a plataforma digital, a próxima fase passa “pela constituição de equipas que possam criar recursos apelativos e válidos para as dinâmicas e os roteiros de ensino e aprendizagem”, explicou António Cordeiro, coordenador do departamento de EMRC no SNEC.

“No processo de reestruturação de manuais em curso, temos mais de 20 professores envolvidos, de várias dioceses. Estamos ainda em processo de envolvimento de outros professores de mais dioceses, para que a representatividade seja alargada”, garantiu.

“Este vai ser mais um trabalho que exigirá, por certo, muito esforço de todos e que só será possível se realizado em conjunto. Procuramos as melhores opções para a presença da mensagem cristã nas escolas, também através do digital, e acreditamos que sairá dignificada a disciplina e potenciada a missão do professor”, completou.

Combater a falta de docentes com formação e acompanhamento

A falta de professores foi outro dos pontos em análise. Reconhecendo que esta é uma situação “que afeta quase todos os grupos disciplinares em todo o país”, Fernando Moita deu conta “do esforço desenvolvido pela Igreja em Portugal, através do SNEC, nos últimos anos, de apoiar a formação universitária (através do pagamento de propinas na Faculdade de Teologia) daqueles que desejam ser docentes da disciplina e pediu, aos responsáveis diocesanos, que identifiquem e apresentem 'candidatos' que desejem dedicar a vida à EMRC".

Dirigindo-se aos Secretariados Diocesanos de EMRC apelou: “acompanhai os que se candidatam a professores de EMRC”.

Relativamente à formação contínua, foi dada informação sobre a constituição de um grupo de trabalho Faculdade de Teologia/SNEC. Neste sentido, o professor Carlos Meneses Moreira, elemento deste grupo, deu a conhecer duas propostas de formação para o presente ano letivo, que a seu tempo serão divulgadas.

Aulas JMJ 2022-2023

Com a Jornada Mundial da Juventude “à porta”, Sérgio Martins, da equipa nacional da EMRC, apresentou aos responsáveis, mais “duas aulas” que querem ajudar “à reflexão sobre o maior encontro de jovens do Mundo”.

“Estamos nas escolas, desde a primeira hora, a dar a conhecer a JMJ como grande acontecimento que deve ser mobilizador. Temos vindo a apresentar propostas válidas para cada ano letivo e queremos chegar a todos, quer aos que frequentam as comunidades eclesiais, quer aos que, não estando, sentem curiosidade e querem, em termos pedagógicos, conhecer o maior evento de jovens do mundo”, revelou.

No ano letivo que culmina com a semana das JMJ em Lisboa, a proposta constitui-se por “duas aulas” que “pretendem realizar uma reflexão sobre a mensagem da JMJ e os desafios que se lançam aos jovens”.

“São aulas que apresentam um olhar sobre o que o Papa Francisco nos diz, em primeiro lugar aos educadores, e também aos alunos, enquanto estudantes do fenómeno religioso”, completa.

“Contamos uns com os outros para que, com olhar renovado, prossigamos no caminho juntos e no serviço à EMRC”, desejou António Cordeiro.

Educris|30.10.2022



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